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Como a epidemia da droga recuou nos EUA |
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15-Nov-2009 |
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Uma combinação de repressão policial a traficantes e programas de
reabilitação de dependentes conteve a epidemia do crack nos Estados
Unidos, que assolou o país entre 1984 e 1990. O cenário era desolador.
Em Nova York, por exemplo, havia mais de 12 mil pontos de venda. O
índice de assassinatos aumentou, chegando a quatro vezes o atual.
Outros crimes como assaltos e furtos cresceram na mesma proporção.
Para
frear o avanço da pedra, a política de tolerância zero levou para a
prisão milhares de traficantes e usuários. A violência diminuiu, mas o
uso da droga ainda é alto, correspondendo a cerca de 70% do consumo
durante o período mais crítico.
– A repressão ao tráfico é
necessária para diminuir a oferta da droga. Quanto mais acessível,
maior será o número de pessoas vulneráveis a ela – afirma o professor
da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), psiquiatra Jairo
Werner.
Outras medidas como a internação de dependentes em alternativa ao
encarceramento em prisões também contribuíram
para a redução do número das mortes causadas pelo crack.
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A chamada justiça terapêutica garante resultados melhores a longo
prazo, pois o usuário tem a chance de se livrar do vício após receber
acompanhamento médico adequado – destaca o especialista.
Já na Europa, os programas assistenciais teriam barrado a entrada do crack na periferia das grandes cidades.
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Para tirar o crack da periferia, é preciso acenar com alternativas de
trabalho e renda, como foi feito na Europa. Caso contrário, os jovens
das vilas continuaram sem perspectivas – afirma o professor de Ciências
Sociais da Pontifícia Universidade Católica (PUCRS) Adão dos Santos.
Fonte: zerohora.com
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